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janeiro 20, 2005
Faro, a Cultura no início de 2005
Quando no inicio dos anos noventa fui estudar para Lisboa, Faro tinha uma rua com 3 bares, um teatro (Lethes), que só raramente era utilizado (cheguei a fazer um concerto de flauta de alunos do Conservatório para pais babados...) uma sala de cinema (onde o Rocky 4 esteve 6 semanas), um cineclube com sessões com 4 gatos pingados (não obstante a excelente programação), zero companhias de teatro (de vez em quando apanhavamos as tournées pela provincia do Teatro de revista), dois ou três grupos musicais de referência e que faziam as delícias de uma determinada juventude inquieta (os Porks, os Fundos, a Bandanoia e outra ainda que, esclerosado como estou, não me lembro agora do nome) que os iam ouvir ao Barracão no Alto Rodes e ao Waterfront na praia) e toda a gente ia a todos os eventos (eram poucos e havia de aproveitar)
Ao longo dos anos noventa, de cada vez que vinha a Faro, ao fim de semana, um novo bar tinha aberto, o Cineclube ia enchendo, bandas e músicos saiam debaixo das pedras (e até vinham do estrangeiro) e o panorama ia-se alterando.
Hoje temos a ACTA, o Sincera e vários outrs grupos de teatro , um Shopping com cinemas a dar com um pau, um bairro inteiro para ir para os copos (que já teve melhores dias, além de copos já houve muito mais música live, mas nem a maioria dos donos dos bares quer, nem o Vitorino deixa), várias associações culturais muito activas, uma Orquestra, uma Jazzband (que se multiplica por vários pequenos grupos), um cineclube dos melhores do país, e actividades variadas e de reconhecida qualidade.
E ontem, estreou uma nova companhia de teatro (um produto da nossa cidade, mas em Tavira que o Algarve não é só Faro).
Num ano em que a Cultura vai ser tão mal tratada (apesar e principalmente, por causa da Capital da Cultura), vamos ver se com estaremos em 2006....
Publicado por mestre andré às janeiro 20, 2005 12:37 PM