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janeiro 11, 2005

O regresso de Chaplin

Há mais de vinte anos entrei pela primeira vez numa sessão do Cineclube de Faro. Levava o cartão da minha mãe (para poder entrar de borla) mas como ia sozinho e tinha para aí uns 8 ou nove anos estava um pouco nervoso...(estava habituado a desenrascar-me sózinho, mas mesmo assim...). No entanto queria ir ver o Charlot.

Há mais de vinte anos entrei no Lethes e "papei" um ciclo inteiro de Charlie Chaplin: A Quimera do Ouro, o Grande Ditador, Tempos Modernos...

Desde aí nunca mais deixei de ir ao Cineclube de Faro, apesar de ter sido expulso "só" porque não paguei as quotas durante os 5 anos que estive em Lisboa (fui tótó, até porque podia ter pedido a suspensão do pagamento por estar ausente) Não olhes para mim assim Anabela que já me alistei outra vez e agora tento não me baldar aos pagamentos

Nessa altura, a única sala de cinema era o já extinto S. António, não havia Teatro (o Sincera e a ACTA só aparecerem muito depois), além das digressões que as companhias do Parque Mayer faziam de vez em quando à provincia e a Rua do Crime era uma rua com três ou quatro bares. A situação foi mudando para melhor (às vezes, que quantidade não é sempre sinónimo de qualidade) e o Cineclube passou de sessões onde éramos quatro gatos pingados, até enchentes como a da passada sexta feira onde até houve sessão dupla.

Agora já os filmes não são interrompidos porque se parte a fita ou porque a velhinha máquina de projecção ainda não tinha sido reformada, e agora já se pode ver os filmes do Charlot em filme, verdadeiro, de 35 mm (e não uma projecção de DVD ou VHS).

Agora, como há mais de vinte anos, Charlot, às segundas, no Cineclube de Faro


Publicado por mestre andré às janeiro 11, 2005 10:31 AM