« abril 2005 | Entrada | junho 2005 »

maio 30, 2005

Políticos "prafrentex"

Uma das razões porque a França está em ebulição, é que de repente se deram conta que a sua democracia representativa não representava os seus concidadãos. Se a decisão fosse tomada no parlamento francês talvez fosse aprovada por 80/85% dos votos, assim ganhou o Não...
A ver se os nossos políticos aprendem (os políticos a sério, não os que andam práqui a tentar sacar algum)...

Andam tão à frente, tão à frente que quando olham para trás não vêm ninguem!

Por outro lado, ninguem assina um contrato sem o ler, mas toda a gente vota sem ler o programa de governo dos diferentes partidos.

Publicado por mestre andré às 10:38 PM

Venceu o Não, mas qual Não?

Alguem sabe a que é que os Franceses disseram Não??

Ao governo francês?
Talvez, mas esta é uma resposta simplista e incompleta. Em França, (ao contrário de Portugal), este referendo foi discutido por todo o lado, desde a televisão aos cafés, de forma mais pedagógica e mais populista, com argumentos pró e contra (e de uma forma séria, não como o nosso programa de televisão. Deste modo a teoria do "cartão vermelho" ao governo é fazer dos eleitores franceses uma cambada de parolos (mesmo em Portugal, menos habituado e referendos, a eleições e à participação politica por parte dos cidadãos, eu creio que se pode fazer um referendo ao mesmo tempo que qualquer eleição)

À Europa?
Não me parece. A França esteve desde o ínicio neste projecto europeu e não seria agora que iria voltar atrás.

A esta Europa?
Pois parece-me que sim.Mas a qual Europa?
Votaram não os Nacionalistas Franceses que não querem uma Europa Turca (seja lá isso o que significa) e são a favor de uma Europa das Nações, onde cada país manda no seu território mas os mais fortes mandam no território dos outros, quer através da politica, quer através da economia, numa versão mais soft do imperialismo do ínicio do século passado...

Votaram não os "alter-globalização", os que são a favor do modelo social europeu, de uma europa mais justa, mais solidária, mais social, os que são contra uma Comunidade Económica Europeia neo-liberal.

O problemas é que também votaram sim os nacionalistas: Valéry Giscard d'Estaing defendeu o Sim argumentando de que era "boa para os franceses" e que "aumenta o poder da França na Europa"...(e este foi o senhor que coordenou a elaboração desta "Constituição", e que deveria ser equidistante aos diferentes países)

E o problema é que também votaram sim os "alter-globalização" argumentando que era uma oportunidade de se avançar enormemente na construção europeia e que esta "Constituição" é a possível com mais pontos positivos que negativos...

E agora? Será que demos um passo maior que as pernas?


Publicado por mestre andré às 02:08 PM

maio 27, 2005

Lá começamos nós...

A culpa é do PS

A culpa é do PSD


Apolinário é "estrangeiro".

Vitorino é arrogante e mentiroso.

Mas não existem outras formas de fazer politica!?

Vou mas é perguntar ao Guterres se não me aceita como refugiado...

Publicado por mestre andré às 11:22 AM

maio 18, 2005

Eleições à vista

Muitos posts se têm escrito a favor da candidatura de José Apolinário à Câmara Municipal de Faro. Pelo menos um blog foi criado com esse propósito e muitos apoiam-no declaradamente. Existem ainda alguns que nem devem ser particularmente a favor de Apolinário mas são contra a politica do José Vitorino. E era sobre o nosso actual presidente que eu gostaria de escrever:

Em meu entender José Vitorino não é propriamente um dos políticos mais inteligentes da nossa praça e tem uma visão global limitada da Cidade e do que deve ser uma cidade no século XXI;

Tem uma forma de trabalhar muito pouco democrática e muito centralizadora (não há nada onde não dê opinião, até sobre a estética dos cartazes para actividades que nem são organizadas pela sua instituição) que poderá funcionar numa junta de freguesia mas que não se coaduna a uma cidade de 60 mil habitantes (ainda por cima com uma massa crítica relativamente elevada para a nossa realidade regional)

Em termos culturais, a cidade tem regredido desde os tempos da vereação de Augusto Miranda (até aqui se evidenciam as diferenças: ao Vereador da Cultura os assuntos da Cultura, não ao Presidente, que não tem o pelouro). Apesar de alguns passes de politica barata (como o "meter" dentro do Conselho Consultivo da Capital Nacional da Cultura um representante das associações locais, uma vitória de Pirro, uma vez que este "Conselho" só reuniu uma vez, e foi para ouvir e não para ser consultado), nem sequer consegui aproveitar a (confusa, para não dizer outra coisa) Capital Nacional da Cultura como evento cultural estruturante do Concelho (e aqui as suas responsabilidades são mais restritas, apesar de as ter...)

Em termos desportivos, idem. Por exemplo, o trabalho realizado pelo professor André Ferin foi completamente destruído. Recordo que há data das últimas eleições existiam à disposição dos munícipes, organizado pela câmara, com professores de educação física a orientar, várias sessões de actividade física organizada (Voleibol, Desportos colectivos em geral, dança, aeróbica, desportos náuticos, etc). Hoje depois de uns anos de abandono, temos o Centro Náutico em obras, (para inaugurar antes das eleições com certeza) mas sem se saber como vai funcionar. Este deveria ser um ex libris da cidade, símbolo da sua (inexistente mas muito propalada) união com a Ria.

E pior, como é que se pode falar de deitar abaixo as casas da Praia e depois a CMF constrói uma nova casa de tijolo e cimento. Neste caso era uma importante mensagem politica a construção de um eco-centro nautico (talvez em madeira, talvez sobre estacas...).

E não me digam que se gastava muito dinheiro, porque qualquer observação ligeira das estatísticas nacionais demonstram que por muito que se gaste investindo na promoção hábitos de vida saudável, gasta-se sempre mais não se investindo (doenças, dias de trabalho perdidos, perdas de produtividade, etc). E só estou a falar a um nível económico!


Neste dois casos não é com uma politica de subsídios (este ano seguramente abundantes, mas perguntem sobre os dos anos anteriors)pontuais à Sociedade Civil (associações, clubes, etc.) que se resolvem os problemas e que se define um rumo, mas sim com uma politica activa coordenada com os outros parceiros (inexistente, haviam de ver uma reunião entre a CMF e qualquer associação ou clube)

No entanto, não nos podemos esquecer que nos últimos executivos camarários PS a cidade ficou feia: nem mantivemos os nossos bairros históricos (existem casas à venda em S. Francisco, cujos donos só as vendem a construtores para poderem ficar depois com um andar), nem conseguimos ordenar os bairros construídos de raiz (ao pior nível do anos oitenta) e consequentemente o trânsito tem piorado (lembro-me da minha mãe a protestar com os 4/5 carros que estavam à sua frente, em plena hora de ponta na rotunda do Hospital, hoje nem ela se aproxima de lá).

Apesar da anedota das laranjeiras, e de não ter conseguido travar a destruição dos bairros históricos da cidade (nem tem feito muito por isso, não é com atitudes passivas que se resolvem estes problemas) agora, pelos bairros periféricos de Faro estão a ser construídos campos polidesportivos e jardins.

As ruas estão floridas, a Alameda está em obras. José Vitorino tem razão quando diz que podem criticar a Pista de Atletismo e o Pavilhão mas o facto é que estão avançar.

Não vale a pena projectar a Cidade no futuro, como centro estratégico do Algarve e tal e coiso se esta não estiver bonita, ordenada e as pessoas gostarem de nela viver! As redes, as importâncias culturais, desportivas e económicas, constroem-se e destroem-se mais facilmente que a merda arquitectónica que se faz (e se fez). Estas só caem com um tremor de terra!

E estas “pequenas” coisas fazem ganhar e perder eleições (como o antigo presidente, Luís Coelho sentiu na pele).

As pessoas não são parvas e não se deixam convencer com demagogias, deixam-se convencer com coisas simples.

Publicado por mestre andré às 02:01 PM

maio 11, 2005

E já agora...

No caminho prós mês vizinhos passei por aqui (primam no F5 se tiverem dificuldades em visualizar algumas letras...)

Não sei se é um caso de polícia (veremos como a coisa se vai resolver...) mas é seguramente um caso de política de desenvolvimento (já agora espreitem nas primeiras fotografias, Monchique e o resto do Caldeirão, a Costa Vicentina e a Ria Formosa...os argumento são quase os mesmos...).

E o que mais incomoda é, depois de ver toda a sequência, voltar a ver a "Big Picture"

Publicado por mestre andré às 10:47 PM

Volto já

Não tenho aberto a loja porque tenho ido visitar uns vizinhos, que isto dos blogues não deve ser para autistas...

Publicado por mestre andré às 10:35 PM

maio 06, 2005

Aconteceu no Oeste

A espreitar, e ler com atenção...

Publicado por mestre andré às 12:20 AM

maio 05, 2005

Eu também quero um bocadinho da medalha!!!

Compra de material dos EUA garantiu condecoração a Portas

O apoio português aos EUA na Guerra do Iraque e a opção por material bélico norte-americano no esforço de reequipamento das Forças Armadas Portuguesas estiveram na génese, segundo o Pentágono, da decisão da Administração norte-americana em condecorar o ex-ministro da Defesa, Paulo Portas.

Como contribuinte, pagador dos "chaços" (ou será chassos?) velhos, e já que ninguém me perguntou nada, aviso já: um bocadinho da medalha (prái umas 2 microgramas) e uma fragata para ir ó choco, 1 vez cada dez anos (desde que não atrapalhe a luta contra o tráfico de droga...)!

Publicado por mestre andré às 11:09 AM

maio 03, 2005

Será verdade?

Vieram-me dizer ao ouvido que antes de Sábado, a responsabilidade da abertura da CNC era atribuida ao Mauro Amaral e à ARCA (para o caso de dar barraca?) Será que agora que as coisas que até não correram mal (no que diz respeito à produção), serão outros a ficar com os louros??

Nem tanto ao mar nem tanto à terra!! A equipa de Produção era constituida por pouco mais de meia dúzia de pessoas (Mauro e ARCA incluido), o papel do Mauro foi fundamental (pelas razões referidas no post anterior) e é a toda a equipa (incluindo os agentes locais) que se deve o sucesso...

Publicado por mestre andré às 03:00 PM

maio 02, 2005

A "minha" abertura da Capital da Cultura

Depois de muitos avanços e recuos finalmente aconteceu a Abertura da Capital da Cultura...aconteceu, mas ninguém a viu, apesar de ter tido uma qualidade de espectáculos que não estamos habituados cá no burgo...e poderia ser estranho, já que a maior parte dos eventos foram produzidos pelos agentes locais, que, de uma forma exemplar, responderam às demandas da CNC.

Para quem acompanhou de perto esta abertura, foi quase um milagre ("quase" porque graças a Deus sou ateu) senão vejamos:
- os produtores da CNC, depois de estarem desde Janeiro sem receber e após 15 dias de greve, só na terça dia 19 (re)começaram a trabalhar;
- o comissário só há pouco mais de uma semana tem a autonomia para fazer o seu trabalho. Antes tinha sempre de ir ao amém da Delegação Regional da Cultura;
- só na terça feira (dia 26) a equipa de produção da Abertura começou a trabalhar a todo o vapor;
- na quarta (dia 27) reuniram com o coordenadores de todas as actividades que iriam acontecer no Sábado. Foram distribuidos os espaços e vistas as necessidades. Depois de uma horinha de reunião, (para uma abertura com mais de cem artistas e meio dia de duração foi obra) cada um voltou para casa com a consciência tranquila (melhor era impossível em tão pouco tempo) e vontade de que tudo desse certo;
- no sábado correu tudo, pela parte da produção, às mil maravilhas. Até pequenas alterações foram possíveis de fazer em cima da hora, sempre sem fugir ao planeado e sem stresses;

O pior foi o resto:
Como começou tudo tarde, a Promoção não sabia o que promover (nem sequer a produção sabia bem o que estava a produzir), por isso não promoveu. Como as pessoas não sabiam (nem estou a falar do Algarve todo, estou a falar da cidade) só foi ver quem ouviu barulho na baixa, soube por amigos ou leu nalguns jornais regionais...

Resultado: muito pouca gente para ver um espectáculo que teve, como já referi, uma qualidade à qual não estamos muito habituados (um crime de lesa majestade, estivessemos nós numa monarquia).

No meio desta confusão gostaria de destacar duas personagens: o sempre incansável "bombeiro de serviço" Idelberto da C.M.F. (e todo o seu pessoal) e o Mauro Amaral da ARCA.

Uma produção que primou pelo profissionalismo, apesar de tudo, não se safava, se não existissem pessoas que conhecem a realidade local, capazes resolver e adequar as situações no terreno.

Estou em crer que se não fosse o Idelberto, coisas simples como palcos, tomadas de electricidade, escadotes no sítio certo e etc. poriam em causa a Abertura (até uma estrutura em ferro foi soldada em menos de 45 minutos depois de se ter partido).

Por outro lado, a equipa de produção não conhecia a fundo os produtos que estava a comprar, e depois de terem recebido as propostas dos agentes locais, se não fosse o conhecimento de causa do Mauro Amaral, ou "arrumariam" mal os intervenientes, tornando incoerente o programa, ou nem os conseguiriam contactar...

É de dizer que, quando a equipa de produção começou a ver as coisas a andar para trás (quer em termos de tempo quer em termos de dinheiro) decidiu abrir a produção (coordenação) e as actividades aos agentes locais... Estes, responderam como puderam em termos de actividades (por isso 80% do que foi mostrado na Abertura era de âmbito regional e local) e em boa hora o fizeram: ficou provado que as chamadas de atenção feitas pelas agentes culturais locais (sem querer pertencer a uma "quota local", que vissem que no Algarve também se produz cultura de qualidade) estavam correctas.

No que respeita à coordenação do evento apenas a ARCA demonstrou disponibilidades para o fazer (em cima do joelho é sempre díficil para todos), e graças ao seu trabalho, sempre em coordenação com os outros agentes culturais (aos quais há que juntar o Paulo Cunha, representante das associações locais no Conselho Consultivo da CNC) esta abertura foi possivel...

Para todos, um bem haja!!!

P.S. E já agora o nosso edil, que quase nunca perde uma oportunidade de se meter na fotografia, perdeu uma boa oportunidade de mostrar serviço: atão no Euro era só bandeirinhas e fontes e a cidade a ficar bonita para receber o evento...na Capital custava alguma coisa poupar em meia duzia de baldes de larajeiras e mandar fazer e pendurar uma bandeirinhas da CNC (nos postes do Euro por exemplo), alindar a cidade para esta Abertura (e pelo menos mandar limpar o cócó dos cães na relva da Muralha, que antes de entrar fui bafejado pela sorte)?

Publicado por mestre andré às 06:34 PM