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dezembro 26, 2005
Fechado para Balanços
Uns quantos balanços a ver se desmoemos das comidas do Natal...
Voltamos assim que nos apetecer
(entretanto...Boas Festas para todos e Bom Ano)
Publicado por mestre andré às 05:50 PM | Comentários (0)
dezembro 18, 2005
O Grite do Pêxe, Mó!
Estive esta tarde no Teatro Municipal e fiquei pasmado!! O trabalho de Clara Andermatt com os miúdos da EB João da Rosa está simplesmente espectacular...
Quem estava à espera de uma peçazinha, bonitinha, simplezinha, com os meninos da escola ficou desiludido. Baseado nas experiências dos alunos, Clara Andermatt consegue mostrar Olhão, tal qual esta cidade é, de uma forma crua, forte, visceral e apesar de tudo bonita e poética...
Deviam dar a Chave da Cidade a esta moça mó, há muito que ninguém fazia tanto por esta mal amada cidade.
Como ex-professor da EB 2,3 João da Rosa tou orgulhoso dos meus môces, quando ouvi a Janina (que não conheço, era lá professor devia ela ainda gatinhar) a cantar até me iam chegando as lágrimas ao olhos.
Publicado por mestre andré às 08:51 PM | Comentários (1)
dezembro 16, 2005
Um Show de Outono (em pleno Inverno)
Concertos
Workshops
Exposições
Feira Alternativa
Na antiga Fábrica da Cerveja uma iniciativa da ARCA
Publicado por mestre andré às 06:56 PM | Comentários (0)
dezembro 07, 2005
E porque (não) é Natal...
Não fui ver Alice do português Marco Martins. Fiquei a cuidar da moça enquanto que a mãe, essa sim, fugiu à rotina das fraldas e mamas e biberões e foi ao IPJ (é aproveitar antes que acabe; a partir de Janeiro o Centro de Juventude fecha à noite para se poupar uns cobres e o CCF fica desalojado...)
No entanto ao espreitar o Universo da Catarina deparei-me com a seguinte frase (no diálogo dos comentários): nada fazer já é mal suficiente ou ainda mais completo: Homens Bons nada fazer já é mal suficiente
Não é por ser Natal (Homens Bons nada fazer em qualquer altura do ano já é mal suficiente) mas aqui fica este pensamento
Publicado por mestre andré às 12:01 PM | Comentários (0)
dezembro 06, 2005
Ler Alto
Há quem leia baixinho, há quem não leia de todo, mas há uns moços que lêem alto nas primeiras sextas de cada mês, no Artistas em Faro.
Lêem o que escrevem, mas quem não escreve pode ler o que outros escrevem...
O Ferraz escreveu um poema a apresentá-los:
LerAlto
Ler de alto para baixo
Ler lentamente ou bem depressa
Ler para cativar a atenção dos ouvintes ou sussurrar bem baixinho para não se comprometer
Ler com ternura a poesia de uma criança
Ler a língua que se sabe ou a língua que não sabe e o nariz que ajuda
Ler os cheiros e parar para degustar a fruta fresca desta Primavera
Ler recados pela manhã estrategicamente colocados ao lado da cafeteira de café
Ler lábios e parar de ler porque o beijo se embrulhou consoante as vogais
Ler linhas na palma da mão que dá prazer quando toca o sexo
Ler a pauta de música onde figuras cantam ritmos e melodias que querem voar outra vez, imitando a sinfonia de um bando de aves que poisa agora em meus ombros
Ler os teus lagos de lágrimas onde mergulho e respiro embriagado o frémito do desejo
Ler a teoria e dançar a prática
Ler a palavra que falta
Ler a idade numa escarpa oblíqua
Ler a sentença de uma morte anunciada tatuada nas rugas de um Poema que agora Nasceu
Publicado por mestre andré às 12:32 PM | Comentários (0)