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junho 09, 2006
O Estatuto da Carreira Docente
O problema não é a avaliação pelos pais (que vai contar pouco, isto se eles vierem à escola mas serve para desviar a atenção dos media e dos comentadores), não são os 97% de assiduidade (que de tão rídiculo e discriminatório vai acabar por cair) não é o aumento da carga horária do Secundário e do Ensino Especial (apesar de ir diminuir em cerca de 4000 os professores contratados), mas, a meu ver, é criação de uma "aristocracia" de professores (ainda por cima uma "aristocracia falida" pois apesar de ganharem mais vão ser pau para toda a obra) em oposição a uma maioria (os convocados mas não titulares, usando uma terminologia da propria da época futebolistica que se vai iniciar) que não servirá nem para coordenar o que quer que seja (e estamos a falar de docentes com 10, 15, 18 anos de serviço e até mais).
Mais de dois terços dos professores atingirão o topo de uma (meia) carreira aos doze anos e são tratados como uns incapazes até conseguirem dar o salto para a "titularidade"
Vão copiar o modelo das Universidade, que são o mundo mais cão que eu tive ocasião de conhecer (mais até que a política), onde se se pode lixar o parceiro lixa-se, onde se compram lugares e votos, e onde pelos vistos não se formam licenciados de jeito (até vão ter de fazer um exame aos licenciados candidatos a professor...)
Não conseguiram pôr os gestores na escola, mas vão acabar com toda uma estrutura colegial, de parceria, horizontal...
O que está na moda são estrutura hieraquizadas, piramidais, tal qual como as mais vetustas e elefantinas empresas da nossa praça...
Publicado por mestre andré às junho 9, 2006 01:51 AM