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outubro 25, 2007

Cidadania em acção (ii)

neste caso as coisas correram (muito) mal para quem fez o que devia...Mas porque foi o único a reagir...Várias pessoas assistiram e não intervieram.

A situação poderá ter sido acidental (o assassino não teria essa intenção) mas a violência mais brutal também nasce de actos fortuitos...

Publicado por mestre andré às 06:59 PM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 24, 2007

Cidadania em acção

Este caso só foi resolvido porque houve alguém que fez o que é exigido aos cidadãos: não olhou para o lado, não se limitou a resmungar. Agiu. Umas fotografias, uns e-mails, umas denúncias (sim, que denunciar situações que não se coadunem com uma sociedade moderna não é ser bufo, é ser cidadão) e surge a mobilização de outros e a promessa por parte dos responsáveis de se resolver a situação. Falta agora uma fiscalização das promessas (no dicionário do word fiscalizar é sinónimo de zelar e de interessar, não é sinónimo de policiar...)

Publicado por mestre andré às 04:13 PM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 13, 2007

Um bom treinador

Um bom treinador é capaz de diagnosticar os seus erros para os melhorar.

Se a culpa é do azar, do árbitro ou do campo, nunca pode melhorar, são factores marginais ao processo de treino que o treinador não controla (a "solução" é ir à bruxa, comprar um árbitro, ou oferecer um relvado às federações menos favorecidas).

P.S. A noticia do Record não espelha bem as declarações de Rui Caçador e é ela também um pouco vazia de conteúdos, chamando as parangonas para uma afirmação mais mediática e de combate. "Não contem comigo para me esconder" pressupõe que outros se esconderam e esta é uma discussão que vai além do trabalho técnico. No entanto as declarações que vi nas televisões realçam os aspectos técnicos sendo esta questão do "esconder" secundarizada.

Publicado por mestre andré às 11:15 AM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 12, 2007

Mais dinheiro para quem saia da função pública pelo seu pé

O Governo estimula a saída de funcionários públicos.

Eu, que ainda só tenho dez anos de funcionário, estou a ponderar a hipótese. Esta Escola que se está a montar não é a minha. Sou por uma Escola Pública, participativa, inclusiva, democrática, colegial, que os docentes são tidos como especialistas no processo de ensino-aprendizagem, valorizados, respeitados, solidários, responsáveis, críticos, responsabilizados individualmente pelas suas acções, entre outras coisas.

O que se está a montar é uma Escola hierarquizada, controladora (o titular controla o "suplente", o Executivo controla o titular, o inspector controla o executivo e o inspector do inspector é primo do Director Geral das Policias do Mário Henrique Leiria), seguidista, burocrática (há que planear o planeamento e fazer tabelas, planear a acção e fazer tabelas, planear a avaliação e fazer tabelas e entretanto o ano acabou e ainda nem se teve tempo para conhecer os alunos), umbiguista e pouco solidária, em que os docentes são carne para canhão (não serve, venha outro que existem milhares à porta arfando para entrar), sem família (o filho está doente? Paciência. Ligaram do infantário? Peçam à avó para ir buscar. Ah não pode pois ainda não está na reforma? Azar!) leccionadores de aulas, tarefeiros (Entregaste o plano? Toma lá um sinal de mais) e principalmente ovelhas mansas (Sindicalista? Terrorista Social. Crítico? Levas com horário zero. Tens uma visão diferente? Levas uns sinais de menos que te impedem se subir na carreira.)

O problema é que sou um optimista e penso sempre que as coisas vão mudar...

Publicado por mestre andré às 10:43 PM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 03, 2007

FARO, CIDADE TERRITÓRIO

A apontar na agenda:

DIA 12 DE OUTUBRO – 21H30
CLUBE FARENSE
Olhares sobre Faro
FARO, CIDADE TERRITÓRIO

Integrados nas Comemorações do 10º Aniversário, a decorrer até final do corrente ano, a CÍVIS – Associação para o Aprofundamento da Cidadania irá promover um conjunto de debates públicos sobre Faro, Cidade e Território, com a participação de técnicos e especialistas nas diferentes áreas do conhecimento.

Nesta primeira sessão, os Arquitectos António Paulino, Fernando
Pessoa e Porfírio Maia, vão-nos falar do seu olhar, das suas interrogações e alimentar as nossas reflexões sobre os caminhos, possíveis e desejados, do nosso desenvolvimento.

…camadas cada vez mais vastas de população, organizadas em associações
sem fins lucrativos, mobilizam esforços no sentido de alertar os poderes públicos para as necessárias mudanças de política e de planeamento…
Através dos meios de comunicação social têm surgido as mais variadas notícias sobre a necessidade de proceder à revisão dos Planos Directores Municipais. Alguns autarcas queixam-se dos investimentos que fogem dos concelhos por causa das normas restritivas dos planos. Os promotores imobiliários e os proprietários do solo encaram essas restrições como uma sobrecarga burocrática incomportável ao crescimento económico e limitadora da iniciativa privada, os especialistas debatem as dificuldades de levar os planos à prática1 e os cidadãos, atónitos, pensam que estas questões são jogos de interesses para eleitos e privilegiados se entreterem, enquanto a qualidade de vida das cidades se deteriora cada vez mais, obrigando-os a procurar os espaços periurbanos para se instalarem.

Paralelamente, camadas cada vez mais vastas de população, organizadas em associações sem fins lucrativos, mobilizam esforços no sentido de alertar os poderes públicos para as necessárias mudanças de política e de planeamento tendo em consideração que não é mais possível delapidar os recursos naturais sob pena da humanidade ficar em perigo. A constatação de que os recursos naturais são finitos, em particular após a crise petrolífera de 73, alertou consciências, implicando novas reflexões e outras práticas que, lentamente, foram abrangendo todos, ou quase todos, os sectores sociais e económicos. Todavia, as posições
mais conservadoras confrontam-se com visões mais liberais sem que se perceba onde está o equilíbrio para a tomada de decisão tendente ao desenvolvimento que, supostamente, se quer sustentável.

Num cenário em que a gestão urbanística parece não ser suficiente para garantir a qualificação das cidades e as características dos espaços rústicos a longo prazo, equaciona-se a necessária revisão dos processos de planeamento do território e a aplicação dos princípios de sustentabilidade nestes documentos, nomeadamente o planeamento participativo.

O processo de transformação do território e da cidade teve sempre origem em diferentes factores e, cada um deles contribui diferentemente para a dinâmica da expansão urbana. A identificação desses factores e o peso específico de cada um é essencial para compreendermos o que acontece no território, mesmo que a inter-
relação entre as práticas sociais e as políticas, que são o motor da transformação, nem sempre seja identificada.

OS DIREITOS E DEVERES DOS CIDADÃOS SÃO INSEPARÁVEIS DA CIDADANIA ACTIVA E CONSCIENTE

Publicado por mestre andré às 09:42 AM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 02, 2007

O Gualter tem um Blog!

O Gualter tem um Blog! Não é o Gualter da Rua Sésamo mas aquele que teve uns minutos de fama neste verão. O Eco-terrorista! O Bin Laden dos Corn Flakes! O (esta é óbvia, mas não deixo de a escrever) Cereal Killer dos ALLgarves. Já sabem quem é?

Pois o Gualter, (que foi arrasado em televisão pelo Mário Crespo, aquele bom jornalista mas que de vez em quando arrebita uma veia fascisoide - convidou o moço a ir ao pugrama dele, só para o desancar em directo) apesar de não ser muito telegénico, tem outros atributos: além de um mestrado ou lá o que é (não quer dizer nada, eu sei, qualquer pato bravo arranja um, nem sei porque é Sócrates não tem um) tem estudado o tema (ao contrário de 99% dos comentadores), quer cientificamente quer socialmente, já há alguns anos (a primeira vez que ouvi falar dele foi no Fórum Social Português de 2003).

Pois, estava eu a escrever, o moço não é muito telegénico nem a comunicação via televisão é o seu forte, mas como sabe do assunto tem um blog. Aí, de uma forma mais pausada, sem o stress do directo, expõe os seus argumentos a quem o quiser ler.

O último post parece-me muito interessante. Fala dos políticos que temos e da qualidade da nossa democracia...Bom, não fala bem disso, (fala de trangénicos), mas também fala disso...

Publicado por mestre andré às 10:11 PM | Comentários (1) | TrackBack