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outubro 12, 2007
Mais dinheiro para quem saia da função pública pelo seu pé
O Governo estimula a saída de funcionários públicos.
Eu, que ainda só tenho dez anos de funcionário, estou a ponderar a hipótese. Esta Escola que se está a montar não é a minha. Sou por uma Escola Pública, participativa, inclusiva, democrática, colegial, que os docentes são tidos como especialistas no processo de ensino-aprendizagem, valorizados, respeitados, solidários, responsáveis, críticos, responsabilizados individualmente pelas suas acções, entre outras coisas.
O que se está a montar é uma Escola hierarquizada, controladora (o titular controla o "suplente", o Executivo controla o titular, o inspector controla o executivo e o inspector do inspector é primo do Director Geral das Policias do Mário Henrique Leiria), seguidista, burocrática (há que planear o planeamento e fazer tabelas, planear a acção e fazer tabelas, planear a avaliação e fazer tabelas e entretanto o ano acabou e ainda nem se teve tempo para conhecer os alunos), umbiguista e pouco solidária, em que os docentes são carne para canhão (não serve, venha outro que existem milhares à porta arfando para entrar), sem família (o filho está doente? Paciência. Ligaram do infantário? Peçam à avó para ir buscar. Ah não pode pois ainda não está na reforma? Azar!) leccionadores de aulas, tarefeiros (Entregaste o plano? Toma lá um sinal de mais) e principalmente ovelhas mansas (Sindicalista? Terrorista Social. Crítico? Levas com horário zero. Tens uma visão diferente? Levas uns sinais de menos que te impedem se subir na carreira.)
O problema é que sou um optimista e penso sempre que as coisas vão mudar...
Publicado por mestre andré às outubro 12, 2007 10:43 PM
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