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dezembro 22, 2007

Europe´s West Coast ...My Ass!!!

"Como é que pode uma marca que é a 23º do mercado, que tem fraca e até má reputação, pobres argumentos baixo preço e uma desmotivada força de vendas, dar a volta por cima e criar um grande impacto no mercado?"

É assim que uma agência de publicidade começa a venda de uma campanha que promete fazer mudar a imagem que o mundo tem de Portugal. Segundo eles até nem é necessário fazer nada (e nós gostamos muito disto fazer muito sem fazer nada), apenas "um jogo de associações".


Portugal...Europe´s West Coast, Além de nos mandar para a Costa Oeste (faz lembrar, Hollywood, Silicon Valley, Las vegas, dizem eles) ainda querem mudar a Bandeira (por mim tudo bem,a Bandeira, como qualquer símbolo é passível de ser mudado, apesar que seria mais lógico mudar o Hino de Portugal que apela à guerra e a uma saudade de um tempo que nem sequer existiu).

E quais são os argumentos?
Portugal faz lembrar porteiros e mulheres a dias (então eles sugerem um jogador da bola; ainda prefiro um emigrante corajoso, que deu o salto porque fugiu à guerra ou à miséria do que um vaidosão novo rico). O Sul faz lembrar Miséria.

Já para mudar a bandeira o primeiro argumento é que já deveria ter sido mudada (já?? E porquê??). Depois, porque faz lembrar África e em terceiro, porque mudar a bandeira faz mudar fisicamente a imagem de Portugal no Mundo (e qual seria a nova imagem?)...

Então o que propõem? Uma bandeira azul que mais faz lembrar uma destes micros-estados como o Lichenstein ou o Mónaco ou até uma região da vizinha Espanha.

A apresentação da campanha, além de ser fraquinha (tomem lá aqui o documento todo) revela o pensamento pequenino de parte de uma geração na qual eu (cronologicamente) me insiro.

Este labregos, pequeninos, são os mesmo que vêm para o ALLgarve porque não têm dinheiro para irem para outros destinos mais exóticos. Enchurrascam-se ao sol durante o dia e encharcam-se em álcool durante a noite, contam os dias para o início das férias para cá virem e saiem daqui a dizer "hoooorrrores" e depois não notam que o Algarve (o que eles conhecem), é igual aos resorts no Brasil , República Dominicana e Indonésia que tanto anseiam.

São ignorantes que emprenham pelos ouvidos. Sem espírito crítico, são cadáveres que andam, sem memória, robotizados, alienados pela ideia consumista de um sucesso que não sabem bem que é mas que é necessário alcançar. São forma em vez de conteúdo. Novos ricos que 2 ou 3 mil euros de salário (tão pouco, comparado com os verdadeiramente ricos) faz-lhes pensar que têm o rei na barriga.

Saramago escreveu um dia: "Aquele que antes foi explorado e perdeu a memória de o ter sido, acabará explorando o outro, Aquele que antes foi desprezado e finge tê-lo esquecido refinará a sua própria capacidade de desprezar. Aquele que ontem humilharam, humilhará hoje com mais rancor".

A nossa História é aquilo que nós temos de mais valioso (por exemplo, o facto de Portugal ser o país da Europa com as fronteiras definidas há mais tempo tem-nos evitado as guerras fratricidas existente em vários países do Mundo, além do ridículo de nacionalismos bacocos que proliferam por todo o globo).

É a História que nos defende de idiotas destes. Infelizmente nós continuamos a tentar fazê-la esquecer.


Publicado por mestre andré às 04:36 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 14, 2007

Brinquedos de Natal

Existem coisas que não consigo perceber (ou se calhar até consigo...) nomeadamente os discursos "economicamente correctos" de alguns gestores que conseguem (dizem) meter o Rossio na Bestega.

O tema agora são os brinquedos de Natal.

As principais empresas estão a sentir (por culpa dos consumidores) os efeitos das políticas de redução de custos (leia-se, a deslocalização das fábricas e a utilização de mão de obra e materiais baratos na produção, que os gestores continuam a ganhar cada vez mais). São obrigados a retirar os brinquedos do mercado (do Mercado, ou do "nosso mercado"? Será que estes brinquedos não irão para mercados menos rigoroso em termos de segurança nos brinquedos) mas, segundo Sara Marçal, directora de marketing da Mattel portuguesa continuam à procura do mesmo:
"Europa e Estados Unidos estão fora de questão" diz quando se lhe pergunta para onde irão as novas fábricas da marca, agora que o Made in China fica "marketingamente" incorrecto.

E estão fora de questão porque se tem de pagar um salário justo aos trabalhadores, que lhes permita, além de comprarem comida, aspirar por uma casa melhor, umas idas ao cinema, comprar alguns brinquedos para os filhos. Estão fora de questão porque se tem de pagar férias, tem que se pagar impostos, segurança social, outras regalias que os norte americanos e europeus se habituaram e que agora, os malandros, não querem abrir mão. Ou seja, o que a Mattel e as outras empresas procuram são outros "patos" que ainda não tenham a sua imagem muito suja para continuarem a ganhar rios de dinheiro...

Publicado por mestre andré às 10:26 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 13, 2007

Sim à Europa. Sim ao referendo.

Principalmente para podermos perceber isto.

Como escreveu hoje Rui Ramos, "Europa sem democracia não passa de geografia e conversa fiada". E democracia requer informação, discussão, conhecimento e participação.

Publicado por mestre andré às 11:52 PM | Comentários (0) | TrackBack